quarta-feira, 21 de outubro de 2015

"Quem somos? De onde viemos?"

Depois de dias reconstruindo sua ilha, distraída com seu novo aqueduto, romana que era, represando peixinhos coloridos em seu poço-aquário (vegetariana, não os comia), mas gostava de vê-los com sua pequena lupa, encontrada dentro de uma das maiores frutas pão que já comera na ilha.Olhava seu lento balé aquático e esquecia que estava só. Até esquecera da garrafa que a tinha deixado louca de tanto a procurar. Com a ilha refeita, Yrina volta ao seu cotidiano de cartas vãs e vagabundas, que de tanto serem manuseadas perdem seu naipe e sua cor. O único que andava sumido era seu coringa, aquele safado. E ela queria tanto uma gotinha da bebida púrpura... Ao menos para sonhar, sonhar que andava pela rua, rua de uma cidade qualquer e sem mais nem porquê encontra aquele que lhe era tão caro e especial, aquele que lhe fazia cafés fortes e saborosos. Ah... tanto tempo sem um café. Em seu devaneio, adormece. Sonha. Reencontra-o. O Coringa desaparecido. Estava no tronco mais alto de sua mais alta árvore. Lhe dá de beber (não é café, mas ainda assim a satisfaz) e diz que sua garrafa já havia sido lançada ao mar. Apenas faltava alguém para encontrá-la.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A gata mais gata

Eu queria escrever uma mensagem na garrafa

Realmente, detesto perder coisas. E agora estava a procurar um pequeno conto, uma pequena mensagem vinda em uma garrafa para, depois de séculos (bruxas vivem muito), poder responder. Responder, não. Dar minha opinião sobre aquele dia,longínquo, aquela esquina onde nos encontramos por pura sacanagem ou agrado do senhor destino. Ia dizer como me senti, tudo que pensei depois, como minha vida seguiu. Mas, infelizmente não acho. Deve ter sido essa minha fase vermelha de domingo que me deixou assim, o Sol, aquele safado, acabou queimando alguns neurônios meus. Acabou me deixando com um pequeno alzheimer, filhote, apenas filhote do alemão. Somente lembro de gatos, sonhos... Preciso achar a mensagem da garrafa. Ela é importante. E esses gatos andando por entre minhas pernas quase me derrubam. Disse aos meus netos e bisnetos que daria fim neles, o que me foi totalmente proibido. Já são mais de mil. E como sonham!

domingo, 20 de setembro de 2015

ipês brancos

Essa época do ano é linda, porém intermitente. Amo os ipês brancos, mas somem suas flores em um piscar de olhos. Como você some de mim...E eu seco meu leito de saudade.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Você tem fome de quê?

Triste mesmo é não ter com quem compartilhar. Ou não ter a possibilidade de. É querer falar sobre sentimentos inomináveis, como fome de algo que não se sabe o que é. Triste mesmo é lembrar sempre e nunca conviver. Triste sou eu. Hoje.

sábado, 5 de setembro de 2015

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

UM MÊS

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Um mês sem nehuma postagem... E continuo sem vontade.
Exatamente hoje, sinto mais forte este nada que me consome. Não quero nada, nem sim nem não. O talvez também não me satisfaz.
Hoje, exatamente hoje, quero viver sem pensar e sem sentir. Pensar revolta e sentir dói. Não quero a revolta nem a dor, quero flutuar sobre a realidade. Não quero pensar. Mas que merda! Já estou pensando!
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